Os desafios da igualdade de gênero no mundo acadêmico

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21 de agosto de 2023

Um relatório publicado em 2020 pela Elsevier, empresa holandesa especializada em conteúdo científico, aponta que houve um aumento da participação de mulheres na área da pesquisa nos últimos anos. No entanto, ainda é visível a desigualdade de gênero em termos de resultados de publicações, citações, bolsas concedidas e colaborações. Em todos os países pesquisados, incluindo o Brasil, a percentagem de mulheres que publicam em revistas internacionais é menor do que a de homens. 

Para se ter uma ideia, em 2020, 54% dos estudantes de doutorado no Brasil eram mulheres, número semelhante ao apresentado em países como os Estados Unidos no mesmo período. Seguindo uma tendência mundial, a participação feminina na ciência brasileira varia muito de acordo com a área do conhecimento. Nas ciências da vida e da saúde, as mulheres representam 60% dos pesquisadores. Já nas ciências da computação e na matemática, esse número cai para menos de 25%.

A igualdade de gênero é um assunto sempre presente aqui na Atitus Educação. Na pós-graduação, por exemplo, temos quatro coordenações lideradas por mulheres. Há também um equilíbrio de gênero entre professores na maioria dos cursos. 

No caso do mestrado em Administração, são seis professores homens e seis mulheres. Para a coordenadora do curso, Leila Moro, isso encaminha a Atitus para cumprir um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), e também dentro da abordagem das ESGs (governança ambiental, social e corporativa). 

Responsável pela disciplina de Gestão do Agronegócio, a professora se sente desafiada a incentivar as alunas a terem uma participação ativa tanto quanto os colegas homens.

“Essa disciplina abre brechas para abordarmos o empoderamento da mulher na agricultura. Ainda se percebe nesse setor um descaso com a questão de igualdade de gênero. Não basta colocar uma mulher em um cargo de liderança se ela não é ouvida e consultada em decisões importantes. A mulher precisa ter vez, ter voz e atuação. Evoluímos muito, mas ainda temos muito a evoluir em setores como o agronegócio, a engenharia e a tecnologia.” – avalia Leila.

Liderar e incentivar

A professora Caliane de Almeida conhece bem as dificuldades e conquistas de ser mulher e liderar grandes equipes. Com pós-doutorado em Arquitetura e Urbanismo, ela coordenou o Mestrado da Atitus por 8 anos e, agora, assume como Head de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da instituição. 

Aos seus cuidados, estão seis programas de pós-graduação, e a meta de fomentar ainda mais a presença feminina na pesquisa. Ela destaca prêmios e incentivos, como o promovido pelo Ministério da Educação (MEC) e por empresas como 3M e L’oreal, que celebram a igualdade de gênero e o pioneirismo de algumas pesquisadoras em áreas como a tecnologia. 

Caliane acredita que a preocupação com essas pautas está no DNA da Atitus.

“Aqui na Atitus, a ótica da inclusão, diversidade e equidade de gênero é percebida também na esfera do ensino, da pesquisa, da internacionalização e da inserção social nesta linha, considerando o número de docentes mulheres nos cursos de mestrado e doutorado e à frente das coordenações de projetos e grupos de pesquisa. Sem contar as várias ações, projetos e programas de cunho social voltadas para o empoderamento, capacitação e empreendedorismo feminino, para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.”- explica. 

E você, é uma mulher pesquisadora? Que tal desenvolver seus projetos dentro de um curso stricto sensu da Atitus? Conheça nosso Programas de Pós-Graduação! 

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