Estudo traça identidade de PcDs no mercado de trabalho

Projeto é desenvolvido pela psicóloga Gabriela Luana Hennig Bordignon, mestranda da Atitus Educação

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12 de setembro de 2022

O mercado de trabalho voltado para Pessoas com Deficiência (PcD) segue assegurado após três décadas da criação da Lei de Cotas (8.213/91), o que busca garantir a inclusão desses profissionais no ambiente organizacional.

Neste contexto, a mestranda em Psicologia pela Atitus, Gabriela Luana Hennig Bordignon, desenvolve a pesquisa “Percepções sobre a Inclusão de Pessoas com Deficiência no Trabalho”, com o apoio da professora de mestrado da instituição, Dra. Júlia Gonçalves.

Segundo dados do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, hoje no Brasil são cerca de 372 mil colaboradores com deficiência empregados na Administração Pública, empresas públicas e sociedades de economia mista, além de empresas privadas. Esse número representa apenas 53% das vagas ocupadas por esses profissionais.

Conforme a lei, empresas com 100 funcionários ou mais são obrigadas a destinar entre 2% e 5% de vagas para pessoas com deficiência. Em cidades menores, postos formais são reduzidos, visto que pequenos negócios da economia local não têm a obrigatoriedade.

A pesquisadora explica que o projeto visa contribuir para a construção da identidade do sujeito no ambiente em que está inserido. “Para a PcD, trabalhar é uma oportunidade de fazer parte da sociedade e usufruir de seus direitos. Frente a isso, a tese, que está em andamento, objetiva compreender a percepção da pessoa, seus familiares, profissionais da Gestão de Pessoas e equipes sobre o processo de inclusão de PcD”, enfatiza Gabriela.

Estudos sobre os motivos da contratação de PcD, a percepção de PcD já incluídas, a função e percepção de familiares sobre a inclusão e ainda a importância da área de gestão de pessoas para a inclusão fazem parte da pesquisa. “Os estudos teóricos analisados trazem a percepção de apenas um dos públicos, não fazendo a triangulação dos dados, que se refere a tentativa de compreensão de um fenômeno por meio de duas ou mais percepções, o que se configura como o grande diferencial deste projeto”, considera a psicóloga.

“Aos participantes da pesquisa, será proporcionado maior conhecimento e entendimento a respeito do tema, podendo servir de embasamento para a busca de direitos, bem como para o aprimoramento de práticas e ações que propiciem processos de inclusão mais efetivos e assertivos”, completou Bordignon. A investigação permitirá também, contribuir cientificamente para um melhor entendimento sobre o tema e servirá de embasamento para a realização de novos estudos.

O projeto em andamento prevê entrevistar 12 PcDs, seus familiares e colegas de trabalho, bem como profissionais da área de gestão de pessoas. A conclusão do estudo e sua apresentação devem acontecer em julho de 2023.

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