Escassez de profissionais de computação é realidade também na Europa

Avaliação é do consultor de tecnologia da 42 Lisboa

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27 de novembro de 2023

A falta de mão-de -obra especializada na área da Ciência da Computação é uma questão mundial. Esta foi a pauta principal da visita do coordenador do curso de Ciência da Computação da Atitus, Eduardo Isaia Filho, na 42 Lisboa, reconhecida como uma das melhores escolas de programação do mundo, que tem hoje mais de 18 mil alunos em mais de 30 países, sendo 20% brasileiros.

Em Portugal para participar do Web Summit, Isaia foi recebido pelo consultor de tecnologia da 42 Lisboa, Paulo Rodrigues da Silva. Durante a visita à escola, eles conversaram sobre a escassez de profissionais habilitados para o mercado de trabalho da programação na Europa e em todo o mundo. “A necessidade é enorme. No mercado da programação em Portugal faltam 60 mil trabalhadores e em toda a Europa são milhões”, informou Paulo.  A conversa valida o projeto pedagógico do curso de Ciência da Computação da Atitus Educação, que está fortemente conectado com as necessidades do mercado mundial. 

Paulo explicou que as universidades e politécnicas portuguesas formam só 3 mil profissionais por ano e a procura é imensa por programadores e por professores que tenham competências digitais. Conforme Paulo, uma das maiores dificuldades é conseguir formar as pessoas rapidamente. “E formar significa estarem prontos para trabalhar. Não apenas possuírem conhecimentos teóricos, mas também outras habilidades essenciais que chamamos de competências humanas”. 

O professor Eduardo destacou a estratégia de sucesso da Atitus diante deste cenário. “Ter o currículo organizado por competências e, ao final de cada ciclo, proporcionar aos alunos nanodegree (micro certificações) faz com que o mercado consiga absorver os estudantes ainda no decorrer da sua graduação”. 

Na oportunidade, também foram abordadas as dificuldades do ensino tradicional para este mercado que atrai poucos alunos. Na visão de Paulo isso é reflexo de um planejamento centralizado que, segundo ele, não funcionou em nenhum lugar do mundo. “ É um modelo com muitas limitações, poucas vagas, escassez de professores e pouco escalável”, avaliou ao acrescentar que isso é um desafio, porque o modelo tradicional dificilmente vai conseguir proporcionar o número de programadores para atender a demanda.

Segundo Eduardo, “foi crucial repensarmos o modelo tradicional de ensino, pois não podemos mais ensinar como aprendemos. A profissões evoluíram e as necessidades do mercado extrapolam os conhecimentos técnicos”, disse. Na Atitus, os alunos têm uma forte formação acadêmica, mas vai além,  a metodologia de ensino aborda as competências essenciais exigidas pelo mercado. Neste contexto, Paulo acrescentou que no cenário mundial, será preciso formar essas competências numa quantidade cada vez maior de pessoas, já que tudo muda muito rapidamente. “ É uma constante atualização. É fundamental aprender ao longo da vida, e precisamos de modelos inovadores para atender a isso”.

A Escola 42 Lisboa
Sobre a proposta da 42 Lisboa, Paulo explica que buscou juntar a tecnologia com o design do modelo de aprendizagem. “Nossa equipe pedagógica desenhou as experiências de aprendizagem, mas é a tecnologia que permite escalar isso de uma forma muito maior”.

Na 42 o aprendizado é de forma prática, desenvolvendo projetos, entre pares, num modelo que parece um jogo. Assim, para além das competências técnicas, cada um desenvolve a capacidade de trabalho em equipe, de resolução de problemas, de adaptação, determinação, autonomia e resiliência. 

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