Blockchain: a tecnologia que revoluciona transações e processos

Com adeptos de diferentes setores, a cadeia de blocos auxilia no controle de finanças e até na área industrial. Conheça a história de um aluno que criou uma plataforma multichain como trabalho de conclusão de curso

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22 de agosto de 2023

Um mundo onde o dinheiro não é mais nem de papel, nem de plástico. Onde documentos que antes enchiam pastas e mais pastas ganham lugar seguro no meio digital, o chamado blockchain (cadeia de blocos, em tradução livre do inglês) é uma tecnologia na qual as transações com criptomoedas, como o Bitcoin, por exemplo, e também a criação e troca de documentações ocorre de forma transparente e descentralizada. 

O interesse pelo investimento neste universo vem crescendo, especialmente no Brasil. Dados de mercado divulgados pela ConsenSy revelam que o país está no caminho para se tornar um dos líderes no mercado cripto em termos de adoção de aplicações de finanças descentralizadas (DeFi) e também em blockchain games

“A característica principal do blockchain é a descentralização, permitindo que todos os participantes da rede tenham acesso às modificações realizadas. Toda vez que acontecem transações, elas são validadas e adicionadas a essa cadeia de blocos. O que torna seguro esse ambiente é que todos possuem uma cópia dessas transações, e isso impede que dados sejam alterados indevidamente”, explica o pesquisador Everton de Matos, que foi professor no curso de Ciência da Computação da Atitus entre 2018 e 2020 e, atualmente, mora em Dubai. 

Com as múltiplas possibilidades que a tecnologia blockchain proporciona, vale a pergunta: como abordar em sala de aula o assunto?

“O blockchain pode ser utilizado para outras finalidades além das transações financeiras. Um exemplo é a chamada suplychain, a cadeia de suplementos de um determinado produto. Dentro de uma fábrica, para produzir um produto são necessárias várias etapas, desde a matéria-prima até a inclusão de elementos específicos, como no caso dos eletrônicos. Por meio do blockchain, é possível catalogar essas etapas e registrar horário, quantidade de produto utilizado e afins. Isso traz segurança para a cadeia de produção”, afirma Everton, que também percebe um interesse crescente pela tecnologia dentro da pesquisa acadêmica.

“O processo de validar e adicionar um novo bloco na cadeia é um processo que demanda tempo. Na academia, há várias pesquisas abordando como otimizar isso e autenticar os algoritmos de consenso de forma mais rápida”, conclui.

TCC com blockchain

O interesse pela tecnologia blockchain também já está rendendo entre os estudantes interessados nessa revolução por meio de cadeia de dados. Oscar Gross Junior concluiu o curso de Ciência da Computação aqui na Atitus no final do ano passado e não teve dúvidas sobre o tema que iria desenvolver em seu trabalho final. 

“Para o meu TCC, construí uma plataforma on-line e descentralizada chamada DocChain, para geração de documentos e certificados em formato de SBTs, que são um tipo de NFT, os códigos utilizados no blockchain. Qualquer pessoa pode entrar e criar uma carteira e não é preciso fornecer nenhum dado e tudo é protegido pela criptografia”, conta. 

Oscar explica que esses SBTs previnem fraudes, garantem autenticidade, segurança e transparência, pois tudo que está na blockchain pode ser acessado por qualquer pessoa dentro da plataforma, que é do tipo multichain, focado em documentos e certificações que podem ser ligadas a uma empresa, uma pessoa física ou mesmo a um bem, como veículos e imóveis. Uma vez que a carteira está ligada ao SBT, ela não pode ser alterada, garantindo a autenticidade do documento.

“Em 2019, comecei a ver investimentos e, desde que eu aprendi sobre blockchain, entendi que queria me dedicar a esse assunto profissionalmente. Primeiro pela questão filosófica e econômica, pois quando você se aprofunda no assunto fica impressionado com o funcionamento dos sistemas financeiros. O outro fator é ligado à tecnologia. É muito intrigante a questão da criptografia da blockchain”, explica Oscar, que acredita que o interesse em investir e construir novas plataformas baseadas no blockchain é um mercado em expansão, já que grandes empresas já estão migrando para o formato nos últimos anos. 

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